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FUTEBOL BRASILEIRO A opinião de Luciano Verra |
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21 de novembro de 2010 - Edição 279 |
Uma vergonha o que vi em Barueri neste domingo. Sou fã da rivalidade, da emoção, da disputa, no futebol. Mas não posso tolerar a falta de carater. A comparação é simples, bastando ver o que aconteceu em Barueri e o que aconteceu no Engenhão. Mais ou menos a mesma coisa, talvez até agravada no caso do São Paulo, que ainda tinha chances de chegar no G4. No Rio, o Internacional, já classificado para a próxima Libertadores e preocupado com a disputa do título mundial já próxima, enfrentou o Botafogo, cheio de esperanças de tambem se classificar para a Copa COntinental, sabendo que, se vencesse, beneficiaria seu maior rival, o Grêmio. Mas honrou a camisa colorada, correu, lutou e venceu. Teve carater. Na Arena Barueri, ao contrário, o São Paulo, que ainda lutava por uma vaga na Copa, enfrentou o FLuminense, candidato ao título, em disputa direta contra o Corinthians. Eis que o São Paulo não foi nem sombra do que poderia ser. Já entrou em campo devagar, quase parando, cedendo às loucuras de parte de sua torcida, que pregava a entrega dos pontos para não beneficiar o maior rival. Uma vergonha que só ficou mais evidente na atitude anti-desportiva de Richarlyson, um pseudo jogador que merecia, pelo acontecido, ser banido definitivamente do futebol. E, diga-se, não faria falta alguma. Paulo Cesar Carpegiani terá, pela frente, uma dura missão: a de limpar o São Palo. É um time de muitas sujeiras internas, que já custaram o emprego de Ricardo Gomes, sob os olhos de uma Diretoria omissa, ou conivente. A retomada de uma trajetória de valor, compatível com as tradições tricolores, requer uma mudança imediata. Rogério Ceni é um goleiro que jamais ultrapassou os limites do Morumbi. É festejado em casa, mas deficiente sob os olhos de treinadores mais experientes, especialmente nas saídas do gol. Por isso jamais emplacou a seleção. Alguns dizem que êle quer ser dirigente ao pendurar suas luvas. Evitem isso. Jean, um meio campo que serviu de ala na maior parte da carreira, até agora. Tem limites bem definidos e não serve a grandes projetos. Alex Silva, esse sim, um líder em campo. Renato SIlva e Xandão, dois bondes descobertos nem sei por quem. Miranda, numa curva descendente acentuada e, na ala esquerda, ninguém. Cleber Santana, Ilsinho, Carlinhos, ROdrigo Souto, Casemiro (que horror), Zé Vitor, Marlos, juntando todos não se consegue um. Na frente, um Dagoberto incompleto, que só dribla por um lado e Fernandão em fim de carreira. Os dois Lucas e Ricardo Oliveira, únicos lutadores que merecem confiança. Enfim, em duas dezenas, tres ou quatro. Que a vergonha da Arena Barueri possa despertar o carater tricolor novamente para orientar uma reforma inadiável. Luciano Verra |